
As experiências vivenciadas desde a infância podem contribuir para compreender as razões pelas quais determinadas mulheres vivenciam relacionamentos marcados pela violência física e psicológica. A exposição precoce na infância a ambientes adversos favorece o desenvolvimento de estratégias adaptativas (“treinamento”) de adaptação e sobrevivência que podem repercutir na construção dos vínculos afetivos, na segurança emocional e na intimidade da pessoa na vida adulta. A partir das teorias de John Bowlby e René Spitz, este texto convida o leitor a explorar como vínculos construídos na infância podem repercutir nas relações afetivas, na intimidade e na sexualidade da mulher adulta, oferecendo uma perspectiva para compreender comportamentos que, à primeira vista, podem parecer difíceis de explicar.
Desenvolvimento da sexualidade
A criança, nos primeiros meses de vida, percebe o ambiente predominantemente por meio de experiências sensoriais de contato, levando os objetos à boca. Nessa fase, o bebê ainda não reconhece as formas dos objetos, respondendo aos processos de aprendizagem e condicionamento decorrentes da repetição das experiências que se tornam familiares para ele 1, e aprende a sorrir por reflexo condicionado ao ser estimulado por uma pessoa.
Neste período, a psique ainda não está e
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Especialista em saúde e educação sexual com vasta experiência em orientação e prevenção.

