
A queixa sexual cresce ou cronifica-se, pela sobreposição de camadas ao longo do tempo. A avaliação clínica consiste em identificar essas camadas para possibilitar que sejam removidas, sucessivamente, até que se chegue ao core do problema. Na prática, a história clínica inicial, promovida pelo médico sexologista, é estruturada e conduzida de forma ativa, o que a distingue da atuação de profissionais que promovem a psicoterapia. A anamnese deve iniciar-se com a identificação da paciente, seguida da queixa principal e da história da queixa sexual, visando identificar a concomitância do início da queixa com a fatores socioculturais, psicológicos, relacionais, biológicos potencialmente envolvidos em sua gênese ou manutenção. Essa investigação permite ao terapeuta sexual identificar os fatores predominantes e selecionar, dentre as intervenções terapêuticas baseadas em evidências, aquelas mais adequadas para o manejo individualizado da paciente. Este texto tem o objetivo de descrever de forma compilada, as principais técnicas empregadas na terapia sexual conduzida pelo sexologista.
Introdução
A prática da terapia sexual, visando à resolução da queixa sexual de origem psíquica, pode ser compreendida por meio da metáfora da bola de neve. Assim como uma pequena bola de neve que, no seu percurso, acumula sucessivas camadas de neve, aumenta progressivamente de tamanho, ao longo do tempo, a queixa sexual, se não tratada, vai acumulando fatores biológicos, psicológicos, relacionais, culturais e contextuais que vão se sobrepondo ao problema inicial e favorecendo o aparecimento de n
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