
A candidíase vulvovaginal recorrente tem origem multifatorial, mas uma prática sexual específica tem despertado atenção crescente na literatura médica: estudos observacionais identificaram associação entre o sexo oral receptivo e a detecção positiva de Candida albicans em mulheres em idade reprodutiva. O mecanismo fisiopatológico que explicaria essa associação ainda é desconhecido, e as evidências disponíveis não permitem estabelecer causalidade. Este artigo discute o que os estudos atuais permitem afirmar, onde residem suas limitações e o que o ginecologista pode comunicar à paciente na prática clínica.
Sexo Oral Receptivo é fator de risco para candidíase vulvovaginal?
Estudos evidenciam que o sexo oral receptivo pode ser um fator de risco para candidíase vulvovaginal recorrente. Uma revisão antiga da literatura sobre transmissão de infecções não-virais através de práticas sexuais, identificaram a associação do sexo oral com candidíase vaginal recorrente (1). Mais recentemente, um estudo transversal com 394 mulheres em idade reprodutiva, utilizando metodologia molecular (PCR) para detecção de Ca
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